13/05/2026
Uma crise de ansiedade pode ser assustadora. O coração acelera, a respiração muda, o corpo fica em alerta e a sensação é de que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo quando não existe um perigo real naquele momento.
Muitas pessoas descrevem a crise como uma perda de controle. Outras sentem falta de ar, aperto no peito, tremores, tontura, suor excessivo ou medo intenso. E, em meio a tudo isso, surge uma pergunta silenciosa: “Como eu faço isso passar?”
Antes de qualquer coisa, é importante lembrar: uma crise de ansiedade não significa fraqueza, ela é uma resposta do corpo diante de um estado de sobrecarga emocional e ativação intensa.
Embora cada pessoa viva a ansiedade de forma diferente, algumas estratégias podem ajudar o corpo a sair desse estado de alerta.
Durante a crise, a respiração tende a ficar curta e acelerada. Tentar desacelerar a respiração ajuda o cérebro a entender que você está segura naquele momento.
Inspire lentamente pelo nariz.
Segure por alguns segundos.
Expire devagar pela boca.
Sem pressão para “fazer perfeito”. Apenas volte para o ritmo da sua respiração, aos poucos.
A ansiedade costuma levar a mente para o futuro, para o medo e para cenários catastróficos. Uma forma de ajudar o corpo a retornar ao momento presente é observar o ambiente ao redor. Pergunte a si mesma:
Isso ajuda a diminuir a sensação de ameaça iminente.
Muitas vezes, o desespero aumenta porque a pessoa tenta impedir a ansiedade de existir, mas emoções não desaparecem na força. Ao invés de repetir “preciso parar isso agora”, tente reconhecer: “Estou ansiosa nesse momento, mas isso vai passar.”
Acolher não é desistir, é parar de transformar a ansiedade em uma guerra interna.
Beber água, sentar em um lugar seguro, diminuir estímulos e permitir uma pausa também ajudam o organismo a sair do estado de hiperalerta. Seu corpo não precisa de cobrança nesse momento.
Precisa de segurança.
Ter ansiedade em alguns momentos da vida é humano, mas quando as crises começam a se repetir, interferir na rotina, no sono, nos relacionamentos ou no bem-estar, isso merece atenção. A ansiedade constante pode ser um sinal de que existe uma sobrecarga emocional acontecendo há tempo demais.
Na psicoterapia, você aprende a compreender o que está por trás da ansiedade — e não apenas a tentar “controlar” os sintomas O processo terapêutico ajuda a:
A terapia não elimina emoções humanas, ela ajuda você a não se sentir refém delas.
Muita gente passa anos tentando suportar tudo em silêncio, minimizando o que sente ou acreditando que precisa “dar conta”. Mas pedir ajuda também é uma forma de cuidado.
Ansiedade não precisa ser sinônimo de sobrevivência constante, existe um caminho possível de mais calma, presença e segurança emocional.