30/04/2026
Nem sempre é fome, ás vezes, é ansiedade, cansaço emocional ou só a necessidade de aliviar algo que você não conseguiu colocar em palavras. E, sem perceber, comer deixa de ser apenas um ato de nutrição…
e passa a ser uma forma de lidar com o que você sente.
Existem momentos em que tudo parece demais, você tenta dar conta. tenta ser forte, tenta não incomodar. Mas o que você sente continua ali acumulando, e então a comida aparece como um lugar possível: um alívio rápido, um conforto momentâneo, uma pausa no meio do caos interno.
Não porque você quer, mas porque, naquele momento, é o que você consegue fazer.
Muitas pessoas se culpam por isso, dizem que é falta de disciplina, que precisam “se controlar mais”, que deveriam “ser diferentes”. Mas a verdade é que, muitas vezes, não é sobre controle, é sobre não estar conseguindo se escutar.
Quando você não reconhece o que sente,
alguma parte sua tenta encontrar um jeito de lidar com isso, e a comida pode acabar ocupando esse lugar.
Você come para aliviar, depois vem a culpa, depois a promessa de “fazer diferente”, depois a tentativa de controle.E, quando não consegue, tudo recomeça.
Não porque você falhou, mas porque está tentando resolver algo emocional com estratégias que não alcançam a raiz.
Talvez o mais importante não seja “parar de fazer isso” imediatamente, mas entender:
O que você está sentindo antes de comer?
O que você está tentando aliviar?
O que você tem evitado olhar?
Essas perguntas não são para te julgar, são para te aproximar de você.
Na psicoterapia, esse comportamento deixa de ser visto como erro e passa a ser compreendido como um sinal, um sinal de que algo precisa de atenção. Ao longo do processo, você pode:
A terapia não é sobre controlar quem você é, é sobre se conhecer o suficiente para não precisar se abandonar.
Talvez você tenha passado muito tempo tentando se ajustar, se controlar, se corrigir... mas existe um outro caminho. Um caminho onde você não precisa usar a comida como única forma de lidar com o que sente.
Onde você aprende, aos poucos, a se reconhecer e a se escolher sem culpa.