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Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM): quando não é "apenas TPM"

04/03/2026

Ela acorda e já sente que algo mudou. Não aconteceu nada grave, a vida está seguindo. Mas por dentro, tudo parece mais pesado, pequenos conflitos viram grandes dores, comentários simples machucam, o choro vem fácil e a irritação também.

E junto com tudo isso, a culpa.

“Por que eu sou assim?”
“Por que eu exagero tanto?”
“Será que o problema sou eu?”

Muitas mulheres vivem esse ciclo todos os meses  e muitas acreditam que é apenas uma TPM mais intensa. Mas, em alguns casos, estamos falando de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM).

Não é drama. Não é falta de controle. Não é fraqueza.

O TDPM é um transtorno reconhecido, que acontece geralmente entre 7 e 15 dias antes da menstruação. Durante esse período, a mulher pode experimentar:

Tristeza profunda

Irritabilidade intensa

Sensação de descontrole emocional

Crises de choro

Desânimo

Alterações no sono e no apetite

Sensação de não se reconhecer

E o mais desafiador: quando a menstruação chega, os sintomas diminuem e a vida parece voltar ao “normal”.             Até o próximo mês.

O impacto invisível

Quem vive com TDPM muitas vezes começa a duvidar de si mesma. Pode sentir que está sabotando o próprio relacionamento, prejudicando o desempenho no trabalho ou sendo “difícil demais”. O sofrimento não é apenas hormonal, ele é emocional, relacional e psicológico.

Existe uma quebra interna entre “quem eu sou” e “quem eu me torno nessa fase”, e essa ruptura dói.

O que está por trás disso?

O TDPM não acontece porque a mulher é fraca ou incapaz de lidar com emoções, ele está relacionado à forma como o cérebro reage às oscilações hormonais naturais do ciclo menstrual. Ou seja: não é exagero. É sensibilidade neurobiológica.

Mas, além da biologia, há também a história de vida, a sobrecarga, o padrão de autocrítica, a dificuldade de colocar limites… Tudo isso pode intensificar a experiência.

Existe saída e ela começa com consciência

O primeiro passo é identificar o padrão. Observar o ciclo. Perceber se os sintomas são recorrentes e se comprometem a qualidade de vida.

O segundo passo é buscar ajuda.

A psicoterapia ajuda a:

Mapear o ciclo emocional

Desenvolver estratégias de regulação emocional

Trabalhar culpa e autocrítica

Fortalecer a autoestima

Melhorar a comunicação nos relacionamentos

Em alguns casos, a avaliação psiquiátrica também é indicada.

Você não precisa atravessar esse período todos os meses sozinha.

Uma pergunta importante

Se todos os meses você sente que perde o controle da própria vida por alguns dias…
Se os conflitos se repetem nesse mesmo período…
Se o arrependimento sempre vem depois…

Talvez não seja "apenas TPM".

Talvez seja hora de olhar para isso com mais cuidado e com menos julgamento. Cuidar da saúde mental também é entender o seu ciclo, e  você merece viver todas as fases dele com mais equilíbrio, consciência e acolhimento.

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